segunda-feira, 4 de abril de 2016

[Entrevista] Escritora Martha Ricas.

 
Oi gente, como vocês estão?
O post de hoje é super diferente e especial; a autora Martha Ricas, do livro Querubins- A sentença da espada (já tinha citado-o no post de leituras do mês) deu uma entrevista super amorzinho para o blog. Espero que gostem, tanto quanto eu! 


1. Se você fosse escolher em focar em uma narrativa só, seria a da Chaya ou a da Mary? 
R.: Seria a da Chaya, com certeza! O papel que desenvolveu foi fundamental para todo o restante da trama. Além disso, ela é minha personagem favorita.

2. Em questão de personalidade, você se identifica mais com o Anton ou com o Vougan?
R.: Vougan. Gosto de cuidar das pessoas que estão perto de mim e detesto ficar sozinha.

 3. Há um tempo atrás, você fez um cosplay de Supergirl. De qual personagem de "querubins" você faria cosplay?

R.: De Chaya, claro! Só precisaria ficar ruiva, mas não seria uma má ideia. Ter asas, mesmo que por um dia, seria fantástico.

 4. Se você fosse escolher uma trilha sonora para o livro "querubins", qual seria?
R.: Para as cenas da Chaya, ouvia muita música instrumental: épica para as cenas de luta e guerra, e celta para as cenas no vilarejo e com Vougan. Agora Mary já tinha um tom mais melancólico que pedia músicas ao violino ou clássicas, como Chopin.

 5. O livro conta com a morte de um personagem importante, como você decidiu que "mataria" esse personagem?
R.: Por incrível que pareça, esse personagem estava marcado para morrer. Quando via as pessoas se apegando demais, dava aquele sorrisinho do tipo "melhor não gostar demais, não vai viver por muito tempo". Confesso que fui um tanto sádica, mas era uma morte necessária.

6. O seu livro é classificado como utopia. Mas trata de assuntos, que você realmente acredita. Como foi feita a separação de fé e ficção? 
R.: Não acredito em livros que são completamente isentos da influência do autor em suas páginas. Mesmo se for apenas pelo estilo de escrita, algo de quem escreve será transmitido no decorrer da história. Alguns valores meus foram passados ao longo da trama, principalmente nas falas da Chaya, mas Querubins não é uma obra de caráter religioso, as reflexões nele proposta dizem respeito a vida e caráter humanos de modo universal.

7. Você e sua família são bem envolvidos com a igreja, e a história trata de uma guerra invisível. Escrever sobre o mundo espiritual, foi uma concepção própria ou teve uma influencia familiar?
R.: Minha influência familiar veio dos estudos sobre anjos que meu pai fez desde que eu era pequena e aos quais tive acesso. Eles sempre me fascinaram, mas minha família e eu mesma, jamais esperávamos que eu fosse escrever. Porém, devido ao meu conhecimento prévio sobre o assunto, o tema fluiu de uma maneira natural.

 8. Invente um final alternativo para "querubins".
R.: Como faço isso sem dar spoilers?
Digamos que, em um final alternativo, alguém muito importante teria ficado em Kernev e continuado a exercer suas funções por lá. (É tudo o que consigo dizer sem revelar demais, risos)

 9. O seu próximo livro,será uma historia a parte ou terá alguns indícios/referencias de querubins?
R.: Já fiz um conto medieval com a Ashira (que aparece em Querubins) que será publicado pela Wish em breve. Meu segundo romance tem o protagonismo de um personagem querubim também, porém não será uma continuação do primeiro livro. Mas, posso dizer que não foi a última vez que vimos Chaya por aí.


10. Qual a influencia dos seus livros na sua vida pessoal, sentimental e espiritual?  
R.: Meu primeiro livro me ajudou muito! Não estava em um bom momento em minha vida pessoal. Construir a Chaya foi como colocar em um papel tudo aquilo que eu necessitava para passar por aqueles problemas: força, determinação e fé. A Mary apresentou muitos dos meus medos e inseguranças e a superação dela também me forneceu ferramentas para buscar a minha própria. 

“Nem sempre as curvas da vida dobram-se de acordo com a nossa vontade, lembre-se disso!” (trecho de Querubins)

Redes sociais da Autora:

Como agradecer por esse momento?Querubins, um livro que te faz enxergar um pouco desse Reino invisível à corações fechados, abre nossos olhos para coisas que, apesar de não palpáveis, são extremamente presentes em nossas vidas. Uma escrita que permite-lhe sentir as dores e conquistas de cada personagem. Uma história que fala sobre amor, renúncia, sacrifício e sobre como nossa percepção das coisas é limitada e como nossos planos e certezas se mostram falhos diante dos planos celestiais. Valeu cada minuto que dediquei o lendo. Não existe encaixe de palavras que descreva com perfeição a expectativa para o próximo livro. Minha felicidade de ter tido a honra de poder falar sobre ele é enorme! Obrigada, Martha, por disponibilizar tempo para dar essa entrevista. E obrigada por ler até aqui!
Até a próxima, amo vocês.

2 comentários:

  1. Que linda! Amei, fiquei super curiosa para ler o livro! hahaha

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    1. Obrigada, quando tiver oportunidade leia sim, é muitoooo bom!

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