quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Eu Me Desdobro (Por Caroline)


Uma vez eu quis ter o poder de mudar as coisas, outra vez eu quis encontrar um amor. Na primeira vez eu precisava fugir da realidade, na outra, eu apenas precisava modificá-la.
Os pensamentos mais vorazes que eu pude ter nessa vida, foram em momentos de fragilidade da alma, fazendo então uma antítese em forma de ser. Apesar de tentar de todo e qualquer modo fugir daquela situação em que eu me situava, me deparava com algo dentro de mim que pedia para eu apenas não fazer nada, pois fazer nada também é fazer algo.
Precisei de muito silêncio para perceber que apesar dessa contraposição e bagunça, eu fazia algo sim, tentava fugir de mim mesmo e o verbo “fugir” naquela situação foi o mais temível que eu pude enfrentar, temível porque era desconhecido.
Fugir de si mesmo parece algo inusitado, parece algo surreal, mas como agente da passiva dessa fuga, eu posso dizer que apesar de assustador, é maravilhoso, é uma guerrilha na qual você pode enfrentar com calma, no seu tempo, porquê essa guerra é sua, ninguém pode intervir e em qualquer momento você pode por um fim.
Essa fuga, eu tive a ousadia de nomear, nomeei com uma nome assustador, chamada “mudança”, sempre temi me encontrar com ela, até que num momento, ela foi minha única opção, e eu apenas quero agradecê-la por ter me acolhido, hoje vivemos muito bem lado a lado.

Um texto de: Caroline Duda
Disponivel em: Medium - Instagram: @Feelcolorblue


Nenhum comentário:

Postar um comentário