terça-feira, 8 de novembro de 2016

Marinheiro de primeira viagem

Nesse meu barco, conheço novos mares, paro em algumas ilhas, navego e naufrago. No chacoalhar das ondas, em meio as tempestades, posso me conhecer; ora capitão, ora pirata, ora sereia. 
Apesar das paisagens, das longas viagens, da experiencia em decifrar até mesmo os céus, meu coração se afoga na sensação de querer ser e ter porto, ancorar em terra firme. 
Minha bussola não sabe a direção, e os ventos me levam pra lá e pra cá, querendo que eu entenda que nenhum mapa pode apontar o lugar, onde vou encontrar o tesouro enterrado no peito de outro alguém. E bem sei que, não adianta mergulhar de cabeça agora, sem navios a vista que possam jogar algum bote ou colete que me salve do oceano, talvez não tão pacifico. Porque o mar de amar não molha menos quem ainda não sabe nadar.

 Foto de: Raquel Cassilhas/ @instagram

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